Maio foi o mês em que arrumamos a base. O sistema que mede os resultados parou de contar vendas que não existiam, a estrutura de campanhas foi renovada nos dois canais e os primeiros sinais das campanhas novas já são positivos. Este relatório conta o que conquistamos e o que vamos afinar em junho, sem jargão.
Quatro números que resumem o mês. O mais importante não é de gasto: é a conta finalmente medindo a realidade.
Lead é uma pessoa interessada que deixou o contato. É o combustível do comercial: quanto mais leads de boa qualidade, mais matrículas o time consegue fechar.
Durante meses, o sistema que mede os anúncios registrava vendas que nunca aconteceram, mais de 12 mil falsas por trimestre. Isso ensinava o algoritmo do Facebook com informação errada. Em maio o problema foi resolvido.
Enquanto a conta dizia "houve uma venda" o tempo todo, o Facebook otimizava para o público errado e os relatórios não eram confiáveis. Com a medição limpa, cada lead que aparece nos números corresponde a uma pessoa real, e o algoritmo passa a buscar quem de fato tem interesse. Tudo o que vem a seguir, otimização, escala, decisões de verba, depende dessa base estar correta.
As mudanças de maio, lado a lado. Cada linha mostra de onde a conta saiu e onde chegou.
Duas campanhas novas entraram no ar em maio. Uma já chegou entregando, a outra está na fase de aprendizado, exatamente como o esperado para algo recém-lançado.
Captura quem está procurando curso de inglês no momento exato da busca. É o canal de maior intenção, e estreou bem.
Apresenta a Times para quem ainda não conhece a escola e leva essa pessoa até o site. Por buscar um lead mais qualificado, o custo começa mais alto.
O lead de formulário rápido é barato, mas muitas vezes a pessoa esquece que se cadastrou. O lead que passa pelo site chega mais informado e mais propenso a virar matrícula. Pagamos um pouco mais por contato, esperando que ele renda mais lá na frente. Vamos confirmar isso quando a integração com o sistema de vendas estiver pronta.
Hoje a maior parte da verba do Google ainda está nas campanhas antigas de display e remarketing (anúncios em banners por sites e apps). O ideal é migrar esse peso para a busca, que já provou trazer lead de melhor intenção. Esse é o principal ajuste de rota para junho.
As campanhas novas (em verde) ainda recebem pouca verba porque entraram no fim do mês. Conforme elas confirmam o bom custo por lead, a verba migra dos banners para a busca, onde está quem realmente procura o curso.
Com a base arrumada, junho é sobre transformar a fundação em resultado. Cinco frentes, da mais rápida à mais estratégica.
É onde está o maior ganho do Meta. Em maio a página converteu ~16% (270 visitas, 43 cadastros), e metade de quem clicou no anúncio nem chegou a abri-la. Uma página bem ajustada costuma passar de 20%, então subir essa taxa derruba o custo por lead direto.
O sistema concentrou quase toda a verba numa imagem só. Os vídeos mal rodaram. Vamos garantir tempo de teste para eles, que tendem a render mais.
A campanha de marca trouxe visitas, mas nenhuma apareceu como cadastro. É quase certo um ajuste técnico simples de medição, e está na fila.
A busca nova já provou bom custo por lead. O plano é mover peso dos banners para ela e organizar os locais onde o display aparece.
Os anúncios de Copa rodaram mas converteram pouco. A janela da Copa (junho e julho) está aberta agora, vamos testar um ângulo novo ou redirecionar a verba.
Acompanhamos os anúncios dos concorrentes diretos no começo de junho e comparamos com a leitura de abril. Dois movimentos importam para a estratégia, e os dois jogam a favor da Times.
Em abril o principal concorrente direto em Campinas quase não anunciava com mensagem própria. Em junho ele subiu uma campanha de "intensivo de férias" para a janela de julho. Campinas ainda é território disputável, e a Times tem uma resposta mais forte: o Turbo Boost. Vale reivindicar essa janela agora.
Em São Paulo a Cultura Inglesa aumentou o volume de anúncios e passou a empurrar uma oferta agressiva de preço ("R$500 de desconto"). É o sinal para a Times fazer o oposto: competir pelo que tem de exclusivo, não por desconto. E a campanha de marca recém-criada é justamente o que protege o nome "Times" de ser capturado por quem está anunciando mais alto. Vale manter e reforçar.
O barulho do mercado hoje é preço e inteligência artificial: a Open English segue com 70% de desconto e tutora de IA, escolas de bairro anunciam parcela barata. A Times não precisa entrar nessa briga. O contraponto é o que ela já tem e ninguém comunica: método criado por PhD da Unicamp, aulas ilimitadas de verdade, turmas de até 5 alunos e atendimento humano. É esse o território a ocupar.